domingo, 10 de maio de 2015

INVENSÃO DIVINA

Abraço do coração do meu filho Adriel Vinícius
 
Mãe,
Nome sintético forjado
para subjetivar um ser especial
um ser escolhido.

Mãe,
aquela que por muitas vezes
já ama sem conhecer
e que doa seu coração
e sua vida
para uma pessoa que
acabou de ver.

Mãe,
aquela que renuncia
parte de sua liberdade,
parte de seu sossego,
a maior parte de seu tempo,
só para se entregar
a um prazer único.

Mãe,
Ser em extinsão
cuja qualidade é inenarrável,
conduzida por um paixão
inexplicável,
e de força imensurável.

Mãe,
o melhor colo,
o melhor abraço,
o melhor carinho,
o melhor beijo.

Mãe,
a melhor invensão
divina que sobrevive
aos tempos!

Por Vivian Kosta.
10.05.2015.

Vivian e sua mãe, Dona Sol.
 

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Meu Primor!




Tão pequeno brotou.
Rapidamente me transformou.
Meu, todo meu.

Deu-me força e poderes
E a magia nunca mais
Se extinguiu.

Aflorou meu instinto
Maternal,
Potencializou meu amor.

Entrelaçados
De forma inextricável,
Um cordão imaterial
Nos liga...

Um cordão de energia,
De sentimento,
inenarrável!


Vivian Kosta
02/04/2015.

Em homenagem aos 14 anos de meu filho Rafael Murilo.
Imagem disponível na internet.

domingo, 29 de março de 2015

Meu Pai, alado!



Hoje já está em pleno voo.
Hoje já se encontra íntegro.
Não posso enlutar-me,
Seria indigno,
Pois jamais o presenciei
Vestir preto.
Não posso homenageá-lo com a tristeza.
Não posso sintetizar seu grande feito com a dor.
Homem ousado, intelectualizado,
Sempre fez da alegria
O seu esplendor!
Saudades guardo,
Mas sei que de fato,
Partiu para uma melhor
Em desfile, em passarela
Bem em seu estilo!



Vivian Kosta
Poema em memória de Gil da Flores
29/03/2015.


 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Meu cabelo é vítima




Ninguém pode chamar meu cabelo de ruim
 
Ninguém deve usar seu ácido pejorativo
 
Para me depreciar
 
 
Eu sou eu do meu jeito
Não me importo com a sua forma de ser você
O papo é reto e direto
Se te gosto,
Junto me a ti.
Caso contrário,
Esqueço que um dia te conheci
E pronto.
Ninguém sai ferido.
 
Se não me gostas
Não fique por aí caçando motivos
Para justificar sua péssima escolha.
Assuma-se
 
Pratique seu direto de optar,
Mas seja firme e não se entregue
À tentação
De usar o meu tipo
Físico, étnico, político, psíquico e pessoal de ser.
Não seja ruim.
 
A maledicência é uma arma perigosa há séculos.
Não use o meu cabelo ou minha pouca cintura
Para tributar o que despertou sua ira.
Meu cabelo é inocente
 
Posso jurar que nunca fez mal a ninguém.
Meu cabelo é vítima do julgamento alheio.
Ruim é aquele que o acusa.
 
Prove-me algum mal
Já praticado pelo meu cabelo?
 
Vivian Kosta
27.09.2014
OBS: imagem da internet

sábado, 27 de setembro de 2014

Criança em Mim


 

Inocência protetora
Que torna o mundo mais doce
Inocência que faz
Querer e poder tudo
Que não revela o lado obscuro
E que evapora aos poucos
Para que se possa se adaptar,
Crescer, adultar

 Eh criança bonita
Criança de luz
Que ainda habita dentro de mim
Por causa de ti, minha criança
Ainda sorrio, me divirto
Até com pequenas coisas sem sentido

 Eh espiritinho
Que mantém minha esperança
Às vezes venda meus olhos
Adoça meus julgamentos

 
Eh criancinha
Que se manifesta no bico que faço
Na pirraça com a qual resisto
Aquilo que não concordo
E até quando meus olhos
Brilham numa doceria
 

É, de fato uma criança habita em mim
Ela não cresceu
Não amadureceu
Apenas se escondeu
Com medo do mundo
 

De vez em quando
Ela se mostra
E é nesses momentos
Que me sinto mais feliz
E emano o que tenho de melhor
 

É uma pena
Que quando criança
Não sabemos que estamos
Na melhor fase da vida
Quando percebemos
Já passou
E aquela criancinha que fomos
Já se escondeu.
 

Nada de brinquedinhos,
Todos os amigos são visíveis,
O faz de conta não existe,
E nos tornamos os únicos
Responsáveis por nós mesmos.
 

Não seja por isso,
Minha criancinha.
Quero-te viva,
Mesmo que escondidinha,
Mas muito presente no
Meu coração, sua moradia.
É o nosso lado criança
Que torna nossa vida
Mais bonita!

 

Vivian Kosta
27.09.2014
OBS: Imagem da internet.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Mulher da Rua


 
Majestosa e sem pudores,
De empáfia sem igual,
Olha por cima do ombro,
Com deboche,
Gargalha sem avisar.
 

Eh Rainha dos legbaras!
Seu negócio é rodar.
Um pito aqui e um gole ali,
Não percebe a noite passar.
 

Valente e impiedosa
Cobra custe o que custar.
Quem está contigo se protege.
Quem não está fica entregue.
 

Eh Rainha dos legbaras!
Não resiste a um agrado.
Um batom, um perfume,
Tudo para se enfeitar.
 

Transita no submundo.
Mensageira.
De todo jeito se manifesta.
Sua mão na cintura é um ícone.
Sua saia rodada um lustre.
 

Eh Rainha dos Legbaras!
Difícil é não te reconhecer
Seus trejeitos únicos te identificam,
Quem te deve sempre vai temer.
 

Eh Rainha dos Legbaras!
Cirandeia até a noite acabar.
Leva os recados,
Traga as respostas
E não deixe nunca de gargalhar!

 

Vivian Kosta

19.09.2014

OBS: Imagem da internet.

MARIONETE


 
Maquiagem não é disfarce.
Não deveria ser.
Creio que o objetivo
seja reforçar o que de fato você é.
Emoldurar uma obra de arte.
Há distorções e contradições.
O uso, o abuso ou o mau uso
Tem o poder de definir
A função de qualquer coisa.
 

Nos campos de concentração,
Mulheres apavoradas e
Despertas pelo instinto de sobrevivência,
Furavam seus dedos
Criando um pacto de vida ou morte
Para que seu próprio sangue
Roseasse seus semblantes
Disfarçando o desespero
Em faces que passavam
Serem mais belas e menos sofridas.
 

Entre a simplicidade das mulheres indígenas
De beleza sutil e artística
Os riscos e traços em tintas
Anunciam o estágio de sua vida,
Sua família, seu pertencimento.
 

Na diversidade Oriental,
Entre gueixas e islâmicas,
Umas exageradas e outras proibidas,
A maquiagem não deveria interferir para macular a beleza.
 

A pele mate das semi deusas hindus
É invejável, com seu olho sagrado bem demarcado
Assim como a riqueza da beleza marroquina
Que entre muitas,
Desperta o interesse ocidental.
 

As ciganas colocam alegria
Na quantidade, na intensidade
E na forma que costumam se emoldurar.
 

Na África Negra a pintura mais sagrada
Era a da iniciação de um filho de fé
No mundo yorubá
A muzanza gotejada em branco
E a cabeça em brilho
Sem nenhum pelo
Refletia a devoção.
 

Atualmente ,
Já é regra. Maquiar-se,
Disfarçar-se, mascarar-se,
É quase uma obrigação.
Daí surge o contraponto
Porque em meio a tantos
Pincéis, tons e nuances,
A mulher real se perde.
Se for necessário passar
Milhares de camadas de produtos
Para sair á rua,
Não se engane.
 

Você não está encarando o mundo
E mostrando quem tu és.
Sua insegurança saiu na frente
E você saiu de casa
Como um retrato
Daquilo que o mundo quer
Que você se torne.
Uma marionete.
Tenha um objetivo,
Emoldure-se,
Mas não se esconda.
A obra de arte é você!

 

Vivian Kosta

19.09.2014

OBS: imagem da internet.